TRÊS DIAS E TRÊS NOITES

estudos_biblicos01

Foi a profecia de Jonas cumprida?

Jonas 1:17 e Mateus 12:38-40

Por: H. Eltrop -Mission Venture Ministries em Português

Excertos de comentários por: David Reagan – Ministérios do Cordeiro e do Leão

Profecia versus Tradição

Quando Jesus nos diz em (Mateus 12:38-40) Então alguns dos escribas e dos fariseus tomaram a palavra, dizendo: Mestre, quiséramos ver da tua parte algum sinal. Mas ele lhes respondeu, e disse: Uma geração má e adúltera pede um sinal, porém, não se lhe dará outro sinal senão o do profeta Jonas; Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra.”

Foi a profecia de Jonas realmente cumprida na experiência de enterro de Jesus? Segundo a cronologia dos eventos convencionalmente aceitados, não foi.

A cronologia costuma diz que a crucificação foi na sexta-feira de manhã e o enterro na tarde de sexta-feira e a ressurreição no domingo de manhã. Assim, de acordo com a visão tradicional, o corpo de Jesus esteve no túmulo somente um dia inteiro (sábado) e duas noites (sexta e sábado). No entanto, Jesus disse que seu corpo estaria no túmulo três dias e três noites.

Jesus disse que toda profecia messiânica tinha que ser cumprida Nele. Assim, devemos acreditar que Ele dice, que cada fato de todas as profecias messiânicas seriam cumpridas. Caso contrário, poderia ser contestado que Ele não era o Messias.

Vamos pensar sobre os acontecimentos na última semana da vida de Jesus para ver se conseguimos encontrar alguma indicação que resolverá este dilema. Talvez o melhor lugar para começar é com as Escrituras. Em (Marcos 15:42) diz que a crucificação aconteceu “no dia de preparação antes do sábado.”

Este versículo tem levado muitas pessoas a acreditar que a crucificação aconteceu na sexta-feira já que o Shabat judaico é sábado. E essa teoria, por sua vez levou à conclusão de que a crucificação tinha que ter sido no ano de 33 AD porque é o único ano no período do tempo geral da morte de Jesus quando o dia de preparação (14 de Nisã no calendário judeu) caiu numa sexta-feira. Nos anos 31 e 32 dC, o dia 14 de Nisã caiu numa segunda-feira.

Vamos dar uma olhada no calendário judaico

Um estudo cuidadoso do calendário judaico irá mostrar que o dia presumido da preparação, no ano da morte de Jesus tinha que cair numa sexta-feira. Tal afirmação é baseada na falta de conhecimento dos dias das festas judaicas. (Depois de muita pesquisa descobri que o dia 14 de Nisã cai somente na segunda, quarta, sexta ou sábado, começando ao pôr do sol no dia anterior e termina ao pôr do sol na segunda, quarta, sexta ou sábado). Génesis 1:5, 8, 13, 19, 23, 31 diz: “e houve tarde e houve manhã”. Portanto, os judeus começam o dia pela noite. 

Por favor verificar isso para vocês neste sitio da Web:

              http://www.fourmilab.ch/documents/calendar/

O que a igreja gentil não reconheceu ao longo dos séculos é que o primeiro dia após a Páscoa (15 de Nisã) é um dia de festa, ou “grande dia”, porque é o início da Festa dos Pães Ázimos. Por isso, é considerado um sábado. Leia Números 28:16-18. O versículo 18 indica claramente que o primeiro dia após a Páscoa, 15 de Nisã, deve ser observado como um sábado – e assim tem sido ao longo da história judaica até hoje em dia.

Agora, o Evangelho de João deixa claro que o sábado após a crucificação não foi um sábado regular; no entanto, era um sábado, dia de festa, marcando o início da Festa dos Pães Ázimos. Considere as palavras de João 19:31 – Os judeus, pois, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, visto como era a preparação (pois era grande o dia de sábado), rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados. 

Então, Jesus não tinha que ser morto numa sexta-feira para sua crucificação preceder o sábado, porque havia dois sábados durante a semana de sua crucificação, dependendo de qual dia da semana que a festa caia. Se o dia 14 de Nisã cai na segunda, quarta ou sexta-feira, haverá dois sábados em uma semana. Se ele cai em um sábado, então haverá apenas um sábado, em uma semana porque o dia santo do dia 15 de Nisã cairia no início da semana seguinte. Sábado, é o dia menos comum da semana para o dia 14 de Nisã ocorrer.

Tome o ano 30 dC, por exemplo. Naquele ano, o dia 14 de Nisã, o dia da Páscoa em que Jesus teria sido crucificado, caiu na quarta-feira, 3 de abril. O dia seguinte quinta-feira, teria sido o dia da Festa dos Pães Ázimos, e por isso teria sido grande o dia de sábado.

Assim, se Jesus foi crucificado no ano 30, ele teria sido crucificado e enterrado na quarta-feira antes que a noite chegasse e o grande dia do grande sábado começasse. Seu corpo teria permanecido no túmulo por três dias (quinta, sexta e sábado) e três noites (quarta, quinta e sexta-feira), exatamente como ele previu. Isso significa que a Sua ressurreição teria ocorrido na noite de sábado, 6 de abril. Para o judeu, isto colocaria a ressurreição do Senhor, no domingo, primeiro dia da semana, porque o dia judaico começa no pôr do sol. 

DE UMA ESPIADA NO SEGUINTE GRÁFICO

 grafico_morte_jesus

TRÊS DIAS E TRÊS NOITES

 NOTA: Aqui estão algumas provas

Há uma provas nas Escrituras que a semana da crucificação teve dois sábados.

Em Marcos 16:1 diz: “E, passado o sábado, Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo.

Em Lucas 23:56 diz:  E, voltando elas, prepararam especiarias e ungüentos; e no sábado repousaram, conforme o mandamento.

Parece ter apenas uma explicação da aparente contradição nesses versos.  Depois de descansar no grande dia de sábado – Quinta-feira, as mulheres compraram as especiarias na sexta-feira e depois de prepará-las, elas descansaram novamente no sábado semanal regular, antes de prosseguir para o túmulo, na manhã de domingo. Isso explica como elas poderiam ter comprado as especiarias, tanto antes como depois do sábado. Elas compraram as especiarias após o grande sábado, que foi na quinta-feira mas antes do sábado regular, que teria sido na sexta-feira.

Por que as mulheres compram as Especiarias?

Vamos dar uma olhada nos versos nos Evangelhos.  

PRIMEIRO: em Mateus 27:57-61

Jesus é sepultado

E, vinda já a tarde, chegou um homem rico, de Arimatéia, por nome José, que também era discípulo de Jesus. Este foi ter com Pilatos, e pediu-lhe o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que o corpo lhe fosse dado. E José, tomando o corpo, envolveu-o num fino e limpo lençol, E o pôs no seu sepulcro novo, que havia aberto em rocha, e, rodando uma grande pedra para a porta do sepulcro, retirou-se. E estavam ali Maria Madalena e a outra Maria, assentadas defronte do sepulcro.

Aqui vemos, Maria Madalena e a outra Maria sentadas em frente ao túmulo. No entanto, Mateus não se refere a elas comprando especiarias. 

SEGUNDO: em Marcos 15:42-47

Jesus é sepultado

E, chegada a tarde, porquanto era o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado, Chegou José de Arimatéia, senador honrado, que também esperava o reino de Deus, e ousadamente foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus. E Pilatos se maravilhou de que já estivesse morto. E, chamando o centurião, perguntou-lhe se já havia muito que tinha morrido. E, tendo-se certificado pelo centurião, deu o corpo a José; O qual comprara um lençol fino, e, tirando-o da cruz, o envolveu nele, e o depositou num sepulcro lavrado numa rocha; e revolveu uma pedra para a porta do sepulcro. E Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde o sepulcraram.

Aqui, novamente vemos Maria Madalena e Maria, mãe de José e nada é dito sobre as especiarias. Estas são somente referidas depois que o sábado tinha acabado. 

Marcos 16:1-2 diz: “E, passado o sábado, Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo. E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro, de manhã cedo, ao nascer do sol.”

TERCEIRO: em Lucas 23:50-56

Jesus é sepultado

“E eis que um homem por nome José, senador, homem de bem e justo, Que não tinha consentido no conselho e nos atos dos outros, de Arimatéia, cidade dos judeus, e que também esperava o reino de Deus; Esse, chegando a Pilatos, pediu o corpo de Jesus. E, havendo-o tirado, envolveu-o num lençol, e pô-lo num sepulcro escavado numa penha, onde ninguém ainda havia sido posto. E era o dia da preparação, e amanhecia o sábado. E as mulheres, que tinham vindo com ele da Galiléia, seguiram também e viram o sepulcro, e como foi posto o seu corpo. E, voltando elas, prepararam especiarias e ungüentos; e no sábado repousaram, conforme o mandamento.”

Aqui nós vemos as mulheres que tinham vindo da Galileia com Jesus, elas vêem o túmulo e como o corpo foi colocado e, em seguida, elas voltaram e prepararam aromas e perfumes. Havia restrições de acordo com os costumes judeus do que elas foram autorizadas a fazer em um sábado, assim que provavelmente descansaram no grande sábado, segundo o mandado e, provavelmente, prepararam as especiarias na sexta-feira. (Não sabemos quanto tempo elas levaram para preparar as especiarias, mas deve ter tomado algum tempo. Além disso, elas precisavam se preparar para o sábado normal.)

Lucas 24:1 – “E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado, e algumas outras com elas.” 

É interessante notar que apenas Marcos e Lucas registram as mulheres comprando e preparando as especiarias para ungir Jesus. 

QUARTO: vamos dar uma olhada em João 19:31-42

Cuidados com o Corpo de Jesus

Os judeus, pois, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, visto como era a preparação (pois era grande o dia de sábado), rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados. Foram, pois, os soldados, e, na verdade, quebraram as pernas ao primeiro, e ao outro que como ele fora crucificado; Mas, vindo a Jesus, e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas. Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. E aquele que o viu testificou, e o seu testemunho é verdadeiro; e sabe que é verdade o que diz, para que também vós o creiais. Porque isto aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: Nenhum dos seus ossos será quebrado. E outra vez diz a Escritura: Verão aquele que traspassaram. Depois disto, José de Arimatéia (o que era discípulo de Jesus, mas oculto, por medo dos judeus) rogou a Pilatos que lhe permitisse tirar o corpo de Jesus. E Pilatos lho permitiu. Então foi e tirou o corpo de Jesus. E foi também Nicodemos (aquele que anteriormente se dirigira de noite a Jesus), levando quase cem arráteis de um composto de mirra e aloés. Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com as especiarias, como os judeus costumam fazer, na preparação para o sepulcro. E havia um horto naquele lugar onde fora crucificado, e no horto um sepulcro novo, em que ainda ninguém havia sido posto. Ali, pois (por causa da preparação dos judeus, e por estar perto aquele sepulcro), puseram a Jesus.

Aqui vemos José de Arimatéia e Nicodemos cuidando do corpo de Jesus de acordo com os costumes judaicos e não há nenhuma menção de qualquer uma das mulheres estarem lá.

Nos dias de Jesus, a sociedade judaica era muito estruturada. Cada aspecto da vida foi precisamente definida e controlada por crenças religiosas. Isso incluía rituais de sepultamento.

A Bíblia é muito clara sobre este assunto. João 19:38-40 é muito preciso ao indicar que José de Arimatéia e Nicodemos prepararam o corpo de Jesus, à maneira dos judeus para o enterro apropriado. Este procedimento consiste em enrolar o corpo extensamente em camadas de pano, incluindo um monte de mirra e aloés que são colocados entre as várias camadas. Especificamente, João 19:40 diz que “Então tomaram o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com as especiarias, como é costume dos judeus para enterrar.”

Na preparação do corpo para o enterro de acordo com o costume judaico, geralmente era lavado e endireitado, e depois enfaixado firmemente das axilas aos tornozelos, em tiras de linho de mais ou menos um pé de largura. Especiarias aromáticas, geralmente de consistência pastosa, foram colocados entre os invólucros ou dobras. Estas serviram em parte como um cimento para colar os invólucros de pano em uma cobertura sólida.

Tanto nos procedimentos antigos como nos modernos, a cabeça nunca foi envolvida de tal forma e o rosto ficaria descoberto. É muito provável que os ombros, pescoço e parte superior, também não foram envoltos em tiras de linho.

As especiarias, a mirra e aloés, podem ter sido colocadas a seco ou na consistência pastosa acima mencionadas. Se fossem colocados seca entre as diversas camadas e pregas da roupa, no caso de Jesus, não parece que ainda teria o efeito de ‘cola’ mencionado acima. No entanto, além disso, um ungüento semi-líquido, tal como o nardo foi inicialmente usado para ungir o corpo. O efeito disso seria para causar a mirra e aloés em pó, perto do corpo se aderir fortemente entre o corpo e as camadas de linho. As camadas exteriores de mirra e aloés poderiam ter permanecido como um pó seco.

O ponto a ser feita aqui é que em ambos os casos, este complexo e envolvimento de muitas tiras de pano teria naturalmente grudado com tanta força como para efetivamente fazer um relativamente rígido “casulo” em torno do corpo.

A cabeça e os cabelos eram ungidos com o ungüento de nardo, mas as especiarias em pó não parecem ter sido aplicado à cabeça ou ao rosto. Um pequeno “pano de rosto” ou “guardanapo” em separado foi colocado geralmente na face ou na cabeça. João 20:7 refere-se a este pano separado, este aspecto do costume foi usado em relação a Jesus. Ao invés de um pedaço de pano, com certeza, pelo menos, duas peças separadas são descritas aqui.

Vários pontos devem ser observados. QUASE CEM ARRÁEIS de um composto de mirra e aloés foram aplicados durante a preparação do enterro. O costume judaico não envolvem o uso de um único pano, mas sim uma série de longas tiras de linho, que estava embrulhadas muitas vezes em torno do corpo. A presença da mirra e nardo teria feito as roupas do enterro se tornarem extremamente rígidas. As roupas do enterro não foram estendidas para cobrir a cabeça ou o rosto, mas apenas envolveram o corpo.

Então, por que iam as mulheres ungir Jesus?

Será que essas mulheres talvez não tivessem tido a oportunidade de testemunhar José de Arimatéia e Nicodemos preparar o corpo para o enterro, como lemos no Evangelho de João? Mateus, Marcos e Lucas só fazem referência a: José comprou um lençol, levou-o, envolveu-o no pano de linho e colocou-o num túmulo que tinha sido cavado na rocha.

Elas queriam ungi-Lo a primeira oportunidade que tivessem, então é por isso que elas foram e compraram e prepararam especiarias. O outro pensamento é que elas talvez queriam colocar especiarias adicionais em torno do corpo no sepulcro para que houvesse uma fragrância doce em todo o corpo de seu amado Jesus. Sua mente estava em Jesus sem vida, e esta seria a última oportunidade que poderiam fazer algo para honrá-Lo com um gesto amoroso final. O pensamento de que Jesus, retornaria a viver, provavelmente não tinha passado por sua mente, e se isso acontecesse, era algo muito difícil para elas entenderem, no entanto, elas acreditaram quando finalmente viram o Salvador ressuscitado.

Notamos em João 12:1-3 que Maria, irmã de Lázaro, ungiu a Jesus seis dias antes de sua morte: “1 Seis dias antes da Páscoa, Jesus chegou a Betânia, onde vivia Lázaro, a quem Jesus tinha ressuscitado dos mortos.2 Aqui um jantar foi dado em “honra a Jesus. Marta servia, enquanto Lázaro estava entre os que estavam à mesa com ele. 3 Então Maria pegou um litro de nardo puro, um perfume caro, ela derramou sobre os pés de Jesus e os enxugou com os cabelos. E a casa se encheu com a fragrância do perfume.”

E Jesus reconheceu isso em João 12:7 “Deixe-a, respondeu Jesus. Ela guardou este perfume para o dia do meu enterro. 

Nota: Como já foi observado, nardo era uma das especiarias usadas no sepultamento dos mortos. 

As roupas da sepultura contam uma história

O túmulo estava vazio, porém as roupas de sua sepultura, se encontravam lá. Lucas 24:12 nos diz que Pedro abaixando-se, viu só os lençóis ali postos; e retirou-se, admirando consigo aquele caso. Em João, lemos no capítulo 20:4-8 “E os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais apressadamente do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. E, abaixando-se, viu no chão os lençóis; todavia não entrou. Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis, E que o lenço, que tinha estado sobre a sua cabeça, não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte. Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu.”

João, o discípulo amado de Jesus, olhou para o local onde o corpo de Jesus tinha encontrado, e lá estavam as roupas da sepultura, na forma do corpo, vazia, como a crisálida vazia de um casulo de lagarta. Poderia imaginar que o que viram foi o suficiente para fazer um crente de alguém. Eu acredito que a primeira coisa que ficou na mente dos discípulos não foi o túmulo vazio, mas sim o casulo vazio, imperturbável em sua forma e posição. 

Outra validação pelo historiador judeu Flávio Josefo

Um fato fascinante, que também indica que a ressurreição ocorreu provavelmente em 30 dC pode ser encontrada nos escritos de Josefo, historiador judeu do primeiro século. Ele diz que o último Jubileu, que foi comemorado na terra (antes da conquista romana no ano 70 dC) começou em 27 dC.

Que provavelmente é a data que marca o início do ministério de Jesus, porque Seu ministério foi a realização simbólica da promessas do Jubileu. Isto é indicado pela escritura que Jesus leu na sinagoga de Nazaré, quando ele começou seu ministério público (Lucas 4:16-24 e Isaías 61:1-2):

O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu para evangelizar os pobres … Ele me enviou a proclamar a libertação aos cativos, E restauração da vista aos cegos, para libertar aqueles que são oprimidos, a proclamar um ano favorável do Senhor.

É comumente aceito que o ministério de Jesus durou 3 ½ anos. A data de lançamento de 27 dC, para coincidir com o ano jubilar colocaria Sua morte, na primavera de 30 dC – ano em que a semana da Páscoa teve dois sábados.

Revisão da Ordem dos eventos relacionados à morte, sepultamento e ressurreição de Jesus

1) Jesus e seus discípulos comeram a refeição da Páscoa na noite da terça-feira (que já era o dia14 de Nisã), no Cenáculo no Monte Sion. (Por que Ele comeu a refeição da Páscoa mais cedo, as Escrituras não nos dizem. Há muitos que crêem que Jesus poderia ter seguido o costume dos Essénios).

2) Após a refeição pascal, Jesus e seus discípulos partiram do Cenáculo e caminharam para o Jardim do Getsêmani, no Vale de Cedron entre a Cidade Velha e o Monte das Oliveiras.

3) Jesus foi traído e preso terça-feira à noite. Seus diversos ensaios duraram toda noite de terça-feira e até a manhã de quarta-feira.

4) Jesus foi crucificado cerca de 9h00 na manhã de quarta-feira. Ao meio-dia, a escuridão encheu a terra. Por volta das 15h00 Jesus morreu.

5) Jesus foi enterrado na quarta-feira perto do pôr do sol.

6) As duas Marias esperaram até depois do grande sábado na quinta-feira para comprar as especiarias para a unção do corpo de Jesus. Eles compraram as especiarias na sexta-feira, preparando-os, e depois descansaram novamente durante o sábado normal antes de voltar para o túmulo, na manhã de domingo.

7) A ressurreição de Jesus ocorreu no sábado à noite (domingo pela tempo computado pelos judeus). A ressurreição foi descoberto na manhã de domingo, quando as mulheres voltaram ao sepulcro. 

Faz alguma diferença?

A profecia e seu cumprimento validam Jesus com a pessoa que Ele disse que Ele era – Deus na carne. A profecia e seu cumprimento também validam a Bíblia como a Palavra inspirada de Deus. A profecia deve ser cumprida com precisão, não aproximadamente.

O cumprimento exato das profecias sobre a primeira vinda de Jesus é a nossa garantia de que todas as profecias sobre sua segunda vinda serão também cumpridas completamente até o último detalhe. Deus não vai ignorar ou esquecer nada. Ele é fiel à Sua Palavra e Ele cumpre Suas promessas.

1 A ressureição

**********

Anúncios
Esse post foi publicado em Bible, TRÊS DIAS E TRÊS NOITES e marcado , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Uma resposta para TRÊS DIAS E TRÊS NOITES

  1. David disse:

    Good study. Obrigado.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s